Qual é a sua tese?
Marcas relevantes, pessoais ou corporativas, B2B ou B2C, constróem posicionamento na defesa de uma opinião sobre uma categoria e os problemas específicos de uma comunidade.
Semana passada conversei com a Vic, uma designer que virou referência em branding no mercado audiovisual. Hoje ela lidera projetos para as maiores produtoras e videomakers do cenário.
Eu perguntei quando foi que ela sentiu que tinha “conseguido”.
Hoje ela cobra a partir de 25 mil reais por projeto de design de marca. Eu acompanho a carreira dela há 3 anos: quando a conheci, ela cobrava 300 reais por um pacote de “id. visual com social media”.
Eu esperava que ela respondesse qualquer coisa. Mas ela disse:
“Quando comecei a fazer cursos que eles fazem, frequentar as comunidades que eles frequentam, entender realmente a vida deles e como eu poderia ajudar.”
Tese não é só aquela redação de vestibular. É a ideia central que você defende, que passa a guiar tudo que você faz.
Foi isso que a Vic quis dizer. Ela sentiu que tinha “conseguido” quando passou a criar a tese de mercado dela.
Isso acontece quando seu conhecimento e experiência cruzam com um tema específico.
Veja, isso só acontece quando você se propõe a investigar com profundidade este tema.
O posicionamento da Vic é um resultado da tese dela. Porque essa tese norteia todas as decisões dela.
O discurso que ela usa em reuniões, a adaptação do processo criativo em um método próprio customizado, os tópicos que ela levanta nas suas editorias de conteúdo, os ganchos que ela utiliza nos anúncios.
Tudo parte dessa tese, que mistura a realidade do cliente que ela estudou com as habilidades que ela tem para ajudá-lo.
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Em essência, todas as marcas relevantes, sejam corporações ou pessoas, sejam vendendo serviços ou produtos, são defesas de teses.
Apple, Nubank, Silva, Patagonia, Nike, Manifesto. Todas as empresas têm teses bem definidas e comunicam essa tese através de todos os meios e canais que podem.
Porque a tese tira você do foco da conversa, e traz os interesses específicos da comunidade para o centro da narrativa.
No final, é sua opinião (sua proposta de valor) que está sendo comunicada, mas sob a ótica dos problemas das pessoas para quem você está falando.
Isso é posicionamento. Isso é branding. Isso é construção de valor de marca. Isso é se diferenciar pela autenticidade, por quem você é, e pela visão do mundo que quer construir.
Eai, qual é a sua tese?
Inclusive, essa conversa aconteceu na live EMBD, que faço às quintas, 09h.
Tá rolando uma edição especial onde estou entrevistando designers que “estão conseguindo” como a Vic. A conversa fica em volta de 3 perguntas:
Como você atrai os clientes?
Como você vende?
Por quanto você vende?
→ Clica aqui pra receber o lembrete.
*Essas lives não ficam gravadas. Se quiser ver, precisa estar lá na hora.
Tem acompanhado o VLOG? Rebranding da Silva tá saindo e estou me esforçando para documentar ao máximo esse processo. Sei o quanto isso pode ajudar.
Ótima semana,
LONA.
